O mais recente e ambicioso projeto do Facebook, a cripto-moeda Libra, com previsão de lançamento em 2020, já encontra um clima de ceticismo e até desconfiança. O plano é o de aproveitar a sua rede de estimados 2,5 bilhões de clientes para implementar uma espécie de “democratização” das transações financeiras como as conhecemos.

Como era de se esperar, as reações foram imediatas. Desde representantes no Congresso americano, argumentando que a empresa de Mark Zuckerberg já é poderosa demais, até players que já militam nesse campo, como o TransferWise, tentando enxergar a notícia do ponto de vista positivo — alegando que a novidade educaria os reguladores e fomentaria o hábito de fazer transações financeiras pagando menos.

Talvez o maior desafio, contudo, seja a falta de credibilidade que a empresa ainda enfrenta por conta do episódio envolvendo o compartilhamento de dados de milhões de usuários com a Cambridge Analytica. O Facebook, no entanto, garante que os dados dos usuários que adirem à Libra não serão usados por terceiros.