Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, recebe o ministro dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Internacional do Reino do Marrocos, Nasser Bourita. Foto: Raylson Ribeiro/MRE

O Brasil e Marrocos querem dinamizar o comércio bilateral e expandir mais os investimentos em suas respectivas economias. Este é objetivo dos acordos assinados, pelo chanceler brasileiro Ernesto Araújo e o ministro dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação Internacional do país africano Nasser Bourita.

Os acordos envolvem as áreas de investimentos diretos, transportes aéreos, cooperação entre academias diplomáticas, defesa, eliminação de bitributação, intercâmbio e aplicação de tecnologia agrícola e negociações comerciais triangulares. Na área de transportes, os acordos vão estimular um maior número de conexões aéreas entre os dois países, a fim de estimular o turismo e a construções de instalações hoteleiras.

Durante o encontro, o ministro Nasser Bourita pediu o apoio do chanceler brasileiro à proposta marroquina de dar autonomia, mas não independência, aos habitantes do Saara Ocidental, território considerado pelas Nações Unidas como “não autônomo”. Em resposta, o ministro brasileiro disse que a proposta marroquina é “realista” e merece as “boas vindas” da comunidade internacional. O controle do território é disputado pelo Marrocos e pelo movimento independentista Frente Polisário.

Com um déficit de US$ 113 milhões no comércio bilateral com o Marrocos, no período de janeiro a maio deste ano, o Brasil busca, com os tratados assinados, reverter os números a seu favor.

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Escritor, Jornalista e Cientista político, com foco em Accountability, formado pela Universidade de Brasilia. Pós-graduado em Relações Institucionais pelo Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC). Especialista em Processo Legislativo Federal e Ética e Administração. Exerce a função de analista político na Arko Advice, com dez anos de experiência, atua com o desenvolvimento de estratégias, mapeamento de stakeholders, consultoria e na elaboração de análises setoriais.