Ao final de uma semana tumultuada, Jair Bolsonaro disparou – neste sábado – contra Joaquim Levy por conta da nomeação de Marcos Pinto para o BNDES. Disse à imprensa, sem ser provocado, que demitiria Levy do BNDS, passando por Paulo Guedes, caso Pinto não fosse demitido.

A declaração caiu como uma bomba junto ao empresariado e ao mercado financeiro que viu um sinal de fragilidade de Paulo Guedes que não teria conseguido arbitrar a disputa sem que ela terminasse indo para a imprensa de forma intempestiva. Armínio Fraga, em declaração à Sonia Racy de O Estado de São Paulo, afirmou ser um absurdo não nomear Marcos PInto por ele ter trabalhado no governo do PT.

Lideranças da Câmara dos Deputados identificaram na atitude de Bolsonaro um princípio de insatisfação com o time econômico e, até mesmo, com a polêmica criada por Paulo Guedes ao atacar a proposta de reforma previdenciária em evento ontem no Rio de Janeiro.

Com Joaquim Levy praticamente “demitido”, Guedes terá que escolher um novo nome que seja de sua confiança para não dar a impressão que perdeu o comando da equipe econômica.