A tensão comercial entre Estados Unidos e China dura quase um ano, marcada pela imposição de tarifas de importação por parte do governo Trump na ordem de U$ 34 bilhões. Assim, é natural que comecem a surgir especulações a respeito de um possível contra-ataque dos asiáticos. E nesse contexto a Apple surge como grande candidata a sofrer as primeiras retaliações.

“Buy China, boycott Apple”. Não, não se trata de uma palavra de ordem bradada por jovens manifestantes na Times Square ou em Cupertino. É o slogan de um movimento que cresce na China.

O ponto é que para muitos chineses a política do governo americano de taxar produtos nacionais não passa de uma tentativa descarada de impedir a competição de empresas como a Huawei.

No fim das contas, se Xi Jinping tiver interesse em endurecer o jogo de verdade, poderá adotar uma infinidade de medidas. A começar pela demora em liberar produtos da gigante americana nos portos, passando pela exigência do uso de determinados componentes, ou até mesmo dificultando o acesso dos chineses aos sistemas de compras on-line da empresa.