O governo realiza nesta segunda-feira (15) uma reunião interministerial na Casa Civil para tratar dos aspectos técnicos da política de preços para combustíveis. Na terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro se reúne com o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, e técnicos da empresa para tomar uma decisão sobre o preço do diesel.

Na sexta-feira (12), a Petrobras suspendeu um reajuste de 5,7% no valor do preço do diesel que havia sido anunciado na quinta-feira (11) a pedido de Bolsonaro. A decisão jogou para baixo no mesmo dia as ações da estatal no pré-mercado de Nova York e na B3, a Bolsa de São Paulo, e a Petrobras perdeu R$ 32,4 bilhões em valor de mercado.

O presidente Bolsonaro admitiu que determinou a suspensão do reajuste. “Eu liguei para o presidente [da Petrobras], sim. Me surpreendi com o reajuste de 5,7%. Não vou ser intervencionista. Não vou praticar a política que fizeram no passado, mas quero os números da Petrobras”, afirmou o presidente.

Um dos principais líderes dos caminhoneiros, Wallace Landim, o Chorão, telefonou na tarde de quinta-feira para um assessor do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, a fim de reclamar do aumento do preço do diesel. Nesse contato, foi informado que a queixa seria levada ao presidente Bolsonaro por Onyx e pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Floriano Peixoto.