A semana começou ruim para o andamento da Reforma da Previdência na Câmara, deixando claro que o clima político continua tenso.

Como o relator da Reforma na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ainda não foi escolhido, o ministro da Economia, Paulo Guedes, cancelou sua participação em audiência pública para discutir a matéria.

A decisão gerou reações na Câmara e deputados do PT e do PDT na CCJ estão manifestando apoio aos líderes da oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ), e da minoria, Jandira Feghali (PcdoB-RJ), no pedido de convocação do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Para substituir o ministro, o Ministério da Economia escalou técnicos da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho para a audiência pública. Com a escolha do relator prevista para até quinta-feira, Paulo Guedes pode ir na CCJ na próxima semana.

Outro episódio negativo foi o fato de líderes de partidos do Centrão divulgarem nota informando que vão retirar da Previdência o Benefício de Prestação Continuada e as alterações na aposentadoria rural. O grupo também afirmou que não irá permitir a desconstitucionalização generalizada da previdência.

O cronograma inicialmente anunciado pelo presidente da CCJ, deputado Felipe Francischini (PSL-PR), previa a votação do parecer do relator no dia 3 de abril. A demora na escolha do relator, porém, deve adiar a votação para o dia 10. Com isso, a instalação da comissão especial deve ficar para a semana do dia 22 de abril.