O governo está fazendo grande esforço para garantir a aprovação, ainda que de forma reduzida, da Reforma da Previdência. Mas a chance de aprovação da matéria ainda está abaixo de 50% (entre 30% e 40%, com viés de alta) e depende de, pelo menos, quatro vetores.

Reforma Ministerial

O primeiro é o desfecho sobre a Reforma Ministerial. Partidos do Centrão, que somam aproximadamente 200 parlamentares, disputam mais espaço no primeiro escalão do governo. Em um primeiro momento, o presidente Michel Temer chegou a sinalizar com uma reforma ampla, mas a base reclamou e deverão acontecer apenas ajustes pontuais.

Negociação na Câmara

O segundo vetor depende do conteúdo a ser negociado. Os líderes argumentam que o texto defendido pela equipe econômica ainda não é capaz de garantir os 308 votos mínimos para aprovar a reforma. Um dos poucos aspectos com alguma chance são idade mínima e regra de transição.

Demandas do legislativo

O terceiro se refere a demandas mais pontuais da base, como cargos de segundo e terceiro escalões e liberação de emendas. Na última sexta-feira (17), o governo anunciou o descontingenciamento de R$ 7,5 bilhões do Orçamento.

Opinião Pública

O quarto vetor é a preocupação dos deputados com o impacto da votação na opinião pública. Eles não querem se expor desnecessariamente ao votar uma matéria tão impopular como essa sem a garantia de que o Senado a aprovará. Querem um desgaste em vão.

Para atenuar esse último aspecto, o governo iniciou uma campanha na qual defende a aprovação da reforma. A mensagem que o Planalto deseja passar é que ela tenta combater privilégios.

Esta semana será fundamental para as negociações. O calendário está ficando apertado e se não houver um avanço considerável nas próximas duas semanas a reforma poderá ser inviabilizada.

Veja aqui o calendário atualizado da Reforma da Previdência.