O mês de junho será bastante movimentado e conturbado, com definições importantes sobre a crise política. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou para os dias 6, 7 e 8 o julgamento do processo que pede a cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer. Antes da delação do empresário Joesley Batista, da JBS, a expectativa era de que o TSE decidiria favoravelmente à permanência de Temer na Presidência. Agora, o quadro mudou.

Os partidos da base aliada aguardam decisão do TSE para definir se continuam ou não no governo.

Também em junho, a Polícia Federal deve concluir a perícia criminal no áudio da conversa entre o presidente Michel Temer e Joesley Batista, gravada sigilosamente pelo empresário.

Reformas seguem no Congresso

Apesar do quadro de instabilidade, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), agendou para os dias 5 e 12 de junho a discussão, em primeiro turno, da Reforma da Previdência no plenário da Câmara. A votação é incerta e dependerá do resultado do julgamento no TSE.

No Senado, a base aliada tenta avançar com a Reforma Trabalhista. A matéria está sendo debatida em três comissões, mas os aliados prometem aprovar requerimento de urgência para levá-la direto para o plenário. Para evitar que o texto retorne à Câmara, estão sendo negociadas alterações por meio de uma medida provisória.

No dia 6 de agosto haverá eleição suplementar para o governo do Amazonas. O registro das candidaturas está marcado para 16 a 20 de junho. O senador e ex-governador Eduardo Braga (PMDB-AM) vai concorrer.