Jean Wyllys e toda a bancada do Psol na Câmara, protestaram ontem à tarde do lado de fora do Congresso contra o esquema de segurança montado para a sessão da comissão especial que analisava a Reforma da Previdência.

Por meio de transmissão via Twitter, o deputado informou que exceto uma das saídas da Câmara havia sido fechada, causando dificuldade de acesso mesmo para servidores e assessores parlamentares credenciados.

O cercamento, fechamento de acessos e policiamento ostensivo teria como justificativa evitar outro episódio de invasão do Legislativo por parte dos agentes penitenciários da semana passada.

Veja o vídeo completo:

Glauber Braga, líder do partido, afirmou que a base do trabalho parlamentar é o diálogo com os diversos setores da sociedade e que deputados que não aceitam a pressão da opinião pública estão negando a própria natureza do exercício do mandato. Para ele uma matéria sensível como a reforma da previdência deveria ser acompanhada de perto pela população.

Luiza Erundina, Chico Alencar, Edmilson Rodrigues e Ivan Valente compararam o esquema com o que ocorria na época da ditadura. Segundo os deputados o tamanho do aparato de segurança montado seria injustificado para os poucos manifestantes presentes.

Tramitação da Reforma da Previdência

Nesta terça, após 9 horas de trabalho, a comissão especial finalizou a análise dos destaques e a proposta segue agora para o plenário. Após a votação, o relator Arthur Maia se mostrou confiante de que o projeto terá os 308 votos exigidos para que seja aprovado pela Câmara, mas afirmou que pode haver modificação no texto.

“Do ponto de vista do relator, não cabe mais fazer nenhuma emenda monocrática, mas naturalmente haverá destaques, é normal isso no processo legislativo, e lá no plenário eventualmente poderá haver algum tipo de modificação. Entretanto, o texto que nós defendemos é o que está aqui colocado”, disse.

Contrário ao projeto aprovado na comissão, o deputado Alessandro Molon (REDE-RJ) disse que irá trabalhar para que a reforma não seja aprovada:

“A gente vai alertar a população brasileira das crueldades, das injustiças que foram aprovadas aqui na comissão e mobilizar a população brasileira para que ela pressione o Congresso e impeça a aprovação da matéria”, afirmou.

Com informações do G1.