Murillo de Aragão, cientista político e presidente da Arko Advice, participou da 11ª Conferência Legislativa sobre Liberdade de Expressão.

O evento foi dividido em dois painéis de discussão: o impacto das notícias falsas na democracia e o papel da imprensa na era pós-verdade e o resgate do jornalismo profissional. A pós-verdade foi o termo eleito pela Universidade de Oxford como a palavra do ano de 2016 e trata de acontecimentos em que boatos são tidos como realidade, sem necessitarem de comprovação. Durante os debates, os palestrantes destacaram que a evolução tecnológica e o surgimento das redes sociais potencializaram a propagação de rumores e concluíram que a institucionalização da atividade jornalística profissional é o caminho para combater os chamados “fake news”.

Acúmulo de informações é poder

Em sua participação Murillo de Aragão destacou que a disseminação de informações falsas sempre existiu, bem como a estreita relação entre poder e o controle das informações. Com a evolução das tecnologias da informação o impacto da notícias falsas se ampliou, como foi testemunhado na eleição de Trump e no plebiscito do Brexit. Destacou também que o volume de informação em poder de serviços de redes sociais como Facebook e Google é algo a ser tratado com seriedade. Em seguida, sugeriu que uma auto-regulação aumentaria a precisão de informações difundidas pela imprensa e pelos grandes servidores de redes sociais. Murillo de Aragão alertou também para o risco de que o resultado das próximas eleições no Brasil seja maculado pela disseminação de notícias falsas e disse que as instituições devem adaptar-se e estar preparadas para enfrentar os desafios da velocidade e influência das redes sociais.

Promovida pelo Instituto Palavra Aberta, a Conferência Legislativa sobre Liberdade de Expressão teve apoio institucional da Câmara dos Deputados e do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional (CCS), além do suporte das entidades ABAP, ABERT, ANER, ANJ e Revista Imprensa.

Veja o vídeo completo do painel “Notícias Falsas: impactos e consequências na democracia”.

Com informações da Câmara dos Deputados e Estadão.