No acordo de delação premiada firmado pela Odebrecht, o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) aparece como beneficiário de um esquema de caixa 2 nas suas campanhas de 2010 e 2014. As informações são de que pessoas próximas à Alckmin seriam as intermediárias dos repasses. Como, por exemplo, Adhemar Ribeiro, irmão da primeira-dama, Lu Alckmin. O empresário teria recebido R$2 milhões em espécie. Segundo a Veja, o codinome de Alckmin nas listas de propina era “santo”. A informação também aparece nas planilhas da Odebrecht da duplicação da rodovia Mogi-Dutra e em e-mail de Marcio Pelegrino, executivo da Odebrecht que gerenciou a construção da linha 4-Amarela do Metrô. Ambas obras realizadas durante a gestão de Alckmin.

Assessoria de Alckmin afirma que “é prematura qualquer conclusão com base em informações vazadas de delações não homologadas”. “Apenas os tesoureiros das campanhas, todos oficiais, foram autorizados pelo governador Geraldo Alckmin a arrecadar fundos dentro do que determina a legislação eleitoral”, diz em nota. (Folha)

PSDB cobra Temer no caso Imbassahy

O governo está às vésperas de votar a PEC dos gastos e mais uma turbulência fecha o tempo no Congresso. Depois da divulgação do nome do líder do PSDB na Câmara, Antônio Imbassahy (BA) para a Secretaria de Governo, o Planalto decidiu adiar o anuncio oficial. É um recuo diante da  reação do Centrão, descontente com o favorecimento do PSDB que com Imbassahy entraria no núcleo do governo e do DEM na corrida pela presidência da Câmara.

O líder do governo no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) cobra uma definição rápida para o caso. A indicação de Imbassahy foi acertada entre Temer e Aécio Neves, presidente do PSDB. Caso não consiga acalmar os ânimos Temer corre o risco de enfrentar uma rebelião na base aliada. (O Globo)

Idade mínima é ponto central da reforma da previdência

O governo informou em nota oficial que fixar os 65 anos como idade mínima para aposentadoria é essencial para o equilíbrio dos gastos públicos. No entanto admite-se extraoficialmente flexibilizar esse ponto para diminuir a resistência das centrais sindicais. A proposta foi enviada ao Congresso prevendo certos impasses. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que o texto enviado é “para início de debate”, sinalizando abertura para negociações. (Estadão)