O governo Michel Temer está desfalcado. Com Eliseu Padilha (Casa Civil) afastado por questões de saúde e sem coordenação política após a demissão de Geddel Viera Lima, o núcleo palaciano está enfraquecido. Sobra apenas Moreira Franco, envolvido em sua agenda de investimentos e privatizações.

Essa situação termina sobrecarregando o presidente. Mesmo com a equipe completa, o governo já batia cabeça por falta de uma estratégia consistente fora da agenda em debate no Congresso.

Enquanto não ficar claro quem ocupará a coordenação política e quando Eliseu Padilha retornará ao gabinete, o palácio vai funcionar predominantemente para apagar incêndios.

O fim do ano será dedicado a concluir a votação PEC dos Gastos e iniciar o debate sobre a reforma previdenciária, bem como encaminhar a sucessão da Câmara e do Senado e escolher um novo coordenador político.

Não é o ideal. O governo deveria procurar sair do corner do noticiário por meio da melhoria de sua estratégia de comunicação e da adoção de um cardápio de medidas que possam simplificar a vida do cidadão e do investidor.

O que o governo pode fazer?

Enquanto 2017 não chega, o governo poderia planejar algumas medidas de processo que iriam vitalizar a sua imagem.

  • Comunicação. Sem verbas publicitárias – gastas antecipadamente por Dilma Rousseff – o governo tem que apelar para a imaginação. Criar eventos e abusar da comunicação direta como forma que “by passar” a mídia do “quanto pior, melhor”.
  • Redes Sociais. Atuar de maneira proativa visando neutralizar ações de contrainformação que visam desestabilizar o governo. Mobilizar as redes sociais dos partidos aliados e trabalhar de maneira coordenada.
  • Desburocratização. Apresentar agenda de redução da burocracia tributária, cartorial e empresarial para agilizar o investimento e facilitar a vida do cidadão. Existem temas já postos pelo comércio que poderiam ser adotados rapidamente.
  • Terceirização. Acelerar a discussão do tema no Congresso e no STF. Sua definição será uma grande notícia para o mundo empresarial e terminará sendo positivo para a redução do desemprego