A Mesa Diretora do Senado decidiu nesta terça (6) desafiar liminar concedida pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, e recusou-se a afastar da presidência da Casa o senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

O Senado encaminhou ao STF uma decisão da Mesa em que informa que aguardará o posicionamento do plenário do tribunal para então aceitar o afastamento de Renan.

Foram redigidas duas versões desse comunicado, em reunião que durou mais de quatro horas. A primeira trazia expressamente a mensagem de descumprimento da decisão da corte e não foi assinada pelo primeiro-vice-presidente do Senado, Jorge Viana (PT-AC).

A versão divulgada pela Mesa do Senado foi a segunda, mais amena e assinada pelo petista, que não fala explicitamente em descumprimento, apesar de contrariar a ordem do ministro.

O afastamento foi decidido monocraticamente por Marco Aurélio. Os demais ministros só vão apreciar o caso nesta quarta-feira (7). (Folha)

Sérgio Cabral vira réu por quadrilha, corrupção e lavagem

A Procuradoria da República denunciou o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB) por quadrilha, corrupção e lavagem de dinheiro. O juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio, recebeu a denúncia nesta terça-feira, 6.

Sérgio Cabral é acusado por 164 atos de lavagem de dinheiro e 49 de corrupção passiva.

São acusados na denúncia, além do ex-governador, 12 aliados seus, inclusive sua mulher Adriana Ancelmo – cuja prisão foi decretada pelo magistrado – e ex-secretários de Estado. Adriana se entregou nesta tarde à PF, que também realizou buscas em sua residência. (Estadão)

Plano de Reforma da Previdência é uma proposta inicial, diz Meirelles

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que a reforma da previdência é necessária para garantir o equilíbrio das contas públicas, mas que o texto apresentado é apenas uma proposta inicial que será debatido pela sociedade com o Congresso Nacional. Reforçou ainda que as mudanças busca uma melhoria de longo prazo e que nesse período ocorrerá mudanças em relação a quem comanda o Ministério da Fazenda e a Presidência da República.

— É o Congresso que vai aprovar. Essa é uma proposta para início de debate. Vamos conversar com calma e tranquilidade — disse em palestra feita na União Geral dos Trabalhadores (UGT), em São Paulo. (O Globo)