Em janeiro de 2017, quando tomam posse os suplentes dos parlamentares que se elegeram prefeitos ou vice-prefeitos nas eleições municipais, não haverá grandes alterações nas bancadas dos partidos no Congresso Nacional.

As mudanças não vão alterar a correlação de forças entre as legendas e nem mesmo entre governo e oposição. Isso porque apenas 18 deputados e um senador foram eleitos. E como houve uma pulverização entre os partidos que elegeram parlamentares, as perdas serão mínimas.

No Senado não haverá nenhuma alteração, visto que Eduardo Lopes, suplente do senador Marcelo Crivella, eleito prefeito do Rio de Janeiro, também é do PRB.

Na Câmara, seis partidos terão alguma perda e outros sete terão acréscimos em suas bancadas. PMDB e PSDB perdem duas cadeiras cada, mas preservam os postos de primeira e terceira maiores bancadas, respectivamente. O PT, o PP, o PR e o PTB perdem um deputado cada e permanecem na mesma posição.

Os que ganham novas cadeiras são PCdoB, com dois deputados; e PSD, PSB, DEM, PDT e PPS, que terão mais um representante cada. O PSDC passa a ter assento na Casa com a posse de um suplente.

Mesmo com tais movimentações, o ranking partidário ficará inalterado a partir da saída dos eleitos (ver quadro abaixo). Cabe ressaltar, porém, que tal constatação leva em consideração o ranking atual, em que há suplentes no exercício do mandato porque outros deputados estão licenciados para assumir funções no Executivo. O retorno de alguns titulares pode alterar o quadro futuro.