Forças-tarefa da Lava Jato no Rio e em Curitiba deflagraram a Operação Calicute que levou à prisão do ex-governador Sérgio Cabral, Hudson Braga, ex-secretario de obras e braço direito do atual governador, Luiz Fernando Pezão, e Wilson Carlos, que coordenou a campanha de Cabral e é ex-secretário de Governo. A esposa de Cabral, Adriana Ancelmo, foi alvo de condução coercitiva. A investigação apura desvios de mais de R$220 milhões de recursos públicos federais em obras realizadas pelo governo do Estado. O Rio de Janeiro passa por uma crise fiscal e teve R$170 milhões bloqueados pela união. Os mandados foram expedidos pelos juízes Sergio Moro, de Curitiba, e Marcelo Bretas, do Rio. (Folha)

Renan marca votação de lei de abuso de autoridade

Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, negociou com os líderes da Casa e conseguiu a antecipação do projeto que modifica a lei de abuso de autoridade. A Proposta será votada diretamente em plenário no dia 6 de dezembro. Havia dúvidas se a matéria passaria pela comissão especial, a maioria dos senadores do colegiado é contrária ao texto proposto. O projeto é de 2009 e foi desengavetado como reação à ação de busca e apreensão no Senado. Entidades ligadas ao Judiciário e ao Ministério Público acreditam que o projeto é uma ameaça à Operação Lava Jato, que tem o presidente do Senado como um dos investigados.

“Eu não acredito que ninguém em nenhum debate venha para o Congresso defender abuso de autoridade. A democracia é incompatível com abuso de autoridade”, afirmou o presidente do Senado, que defende a legalidade da proposta. Roberto Requião (PMDB-PR) foi confirmado como relator da proposta. O senador é um dos poucos que defende abertamente o projeto. (Estadão)

Jucá é o novo líder do governo no Congresso

Foi publicada no DOU a nomeação do senador Romero Jucá (PMDB-RR) como substituto de Rose de Freitas (PMDB-ES) na liderança do governo no Congresso. Com isso o palácio do Planalto deseja reforçar o trabalho de articulação da PEC do teto e da reforma previdenciária. Embora um cargo um pouco desprestigiado, Temer pensa em deixar Jucá encarregado de cuidar das medidas provisórias do governo e da distribuição de relatorias de projetos. (O Globo)