O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse que o avanço na Lava Jato pode ser comparado a uma vara envergada. “Nós chegamos a esse ponto da investigação. Envergamos uma vara. Se agora isso não prossegue, essa vara volta chicoteando todo mundo. Essa vara tem que ser quebrada”, afirmou. Disse também que não se pode aceitar retrocessos na investigação porque isso pode retornar como um chicote contra os agentes públicos encarregados do combate aos desvios de dinheiro público.

Nos últimos dias  deputados e senadores atingidos pela operação tem se movimentado para esvaziar parte da lava Jato e outras investigações com tentativas de anistia de caixa dois, reclamações de abuso de autoridades e outras propostas restritivas à investigações contra a corrupção. “Ninguém tem a ilusão de que essa investigação vai acabar com a corrupção. A gente tem que controlar essa corrupção. Nisso a Lava-Jato vai ajudar. Estamos por vencer a corrupção endêmica”, disse Janot. (O Globo)

Câmara resiste à redução do nº de partidos

O Senado aprovou em primeiro turno a proposta de reforma política que entre os principais pontos estabelece uma cláusula de barreira, que, na prática, pretende limitar o número de partidos no País. Hoje, no país, são 35 legendas – 28 com representação no Congresso. Se aprovada a reforma esse número seria reduzido a 16 partidos que teriam direito à verbas do fundo partidário e tempo de propaganda na rádio e TV. No entanto a Câmara dos Deputados já reage à proposta. Deputados afirmam que a proposta vai limitar a representatividade, em especial a dos partidos pequenos. Para que seja aprovada o texto certamente passará por ajustes e negociações entre os líderes de todas as bancadas e legendas. (Estadão)

PGR denuncia novamente Fernando Pimentel

A Procuradoria-Geral da República denunciou pela segunda vez o governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), como desdobramento da Operação Acrônimo. A operação investiga desvios para a campanha de Pimentel e recebimentos de vantagens quando ele era ministro no governo Dilma. O governador já havia sido denunciado na quarta-feira (9) sob acusação de corrupção passiva. O processo tramita no STJ (Superior Tribunal de Justiça), devido ao foro privilegiado do governador. Para que Pimentel se torne réu a Assembleia Legislativa de Minas deve autorizar a abertura de ação penal. A denúncia tem como base a delação premiada do empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené. Segundo advogados de Pimentel a denúncia é frágil e “foi feita com base exclusivamente em depoimento de colaborador, não se apoiando em nenhum meio de prova admitido pela Justiça”. (Folha)