Em cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer relacionou a alta rejeição popular às medidas impopulares, porém necessárias, de seu governo. “Qual é o governante que não quer gastar o máximo possível? Porque o gasto traz popularidade, e restringir o gasto pode trazer impopularidade. Mas não pensamos apenas no Brasil de hoje, mas no Brasil de amanhã”, disse Temer. Segundo o Ibope apenas 14% dos entrevistados considera o atual governo “ótimo” e “bom”. (O Globo)

Bolsa Família: irregularidades em 1,1 milhão de benefícios

Balanço do Bolsa Família, realizado pelo governo, apontou irregularidades 1,1 milhão de benefícios pagos no programa. O número equivale a cerca de 8% do total de 13,9 milhões de benefícios. O governo cruzou informações de seis bancos de dados para chegar ao resultado que cancelou 469 mil benefícios e bloqueou outros 654 mil. Os beneficiários tinham renda superior à exigida. Alguns benefícios podem ser desbloqueados caso os beneficiários apresentem documentos que comprovem renda dentro do exigido, que é de no máximo R$ 170 per capita. Com a possibilidade de revisão, a expectativa do governo é que ao menos R$ 1 bilhão em benefícios do Bolsa Família seja cancelado após a verificação. (Folha)

Sérgio Moro: ‘Jamais entraria para a política’

O juiz federal, Sérgio Moro, principal nome da Lava Jato, concedeu a sua primeira entrevista em dois anos e meio de lava jato, ao jornal Estado de São Paulo. Em seu gabinete falou sobre o processo da Lava Jato, a corrupção sistêmica que atinge igualmente políticos e empresários e de como o foro privilegiado prejudica a eficiência do judiciário. “O ideal seria, realmente, restringir o foro privilegiado, limitar a um número menor de autoridades. Quem sabe, os presidentes dos três Poderes”, propõe o magistrado.

Questionado acerca da possibilidade de candidatar-se à um cargo político, respondeu: “Não, jamais. Jamais. Sou um homem de Justiça e, sem qualquer demérito, não sou um homem da política. Acho que a política é uma atividade importante, não tem nenhum demérito, muito pelo contrário, existe muito mérito em quem atua na política, mas eu sou um juiz, eu estou em outra realidade, outro tipo de trabalho, outro perfil. Então, não existe jamais esse risco.” Moro apontou também problemas na proposta da Lei de Abuso de Autoridade, defendida pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), falou sobre o escândalo na Petrobrás, alertou para o “risco à independência da magistratura” e defendeu o envolvimento do Congresso no combate à corrupção e a importância de se criminalizar o caixa 2, entre outros temas importantes. (Estadão)