Com o fim do segundo turno das eleições municipais o PSDB quebra um recorde. Desde 2000 um partido não alcança um índice tão alto de população governada. Vitorioso em 28 das 92 cidades mais populosas prefeitos tucanos vão administrar municípios que somam 23,7% da população brasileira. O PSDB também obteve o maior número de capitais, 7 das 26. São Paulo, Manaus e a inédita conquista de Porto Alegre festão entre as 803 prefeituras do PSDB para 2017. Juntas elas somam uma receita de cerca de R$ 158,5 bilhões anuais. Com a vitória, o partido obtém uma área de influência maior, o que pode facilitar o caminho para a campanha à Presidência de 2018. Aécio Neves e Geraldo Alckmin disputam a indicação do partido. (Folha)

PT fica sem prefeituras no Grande ABC

Na região onde nasceu o Partido dos Trabalhadores (PT), conhecida como “cinturão vermelho”, o partido do ex-presidente Lula sofreu uma derrota inédita. Pela primeira vez, desde a sua fundação, o PT ficou sem representantes na administração municipal das cidades da região metropolitana de São Paulo, conhecida como Grande ABC. Disputou o segundo turno em Santo André

Carlos Grana (PT) teve apenas 21,79% dos votos válidos. Paulo Serra (PSDB), foi eleito prefeito da cidade com 78,21% dos votos. Em Mauá, também no Grande ABC, Atila Jacomussi (PSB) recebeu 64,47% dos votos válidos e ficou à frente de Donisete Braga (PT), que teve 35,53%. O presidente do PSDB-SP, Pedro Tobias, classificou a vitória no ABC como inédita:

“O que antes era uma zona de conforto para o PT passou a ser um espaço do PSDB e de seus aliados”, comemorou. (O Globo)

Entre extremos, Rio dá vitória a Crivella

O segundo turno mais polarizado deu-se no Rio de Janeiro. O embate entre o senado e bispo da Universal, Marcelo Crivella (PRB), contra o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) foi uma disputa de extremos. Crivella venceu com 59,36% dos votos válidos, ante 40,64% de Freixo. No entanto, o “não voto” expressivo de brancos, nulos e abstenções deixou claro que boa parte da população não se identificou com nenhum dos candidatos. A campanha foi dura, com trocas de acusações que envolveram temas fora da política, como religião e sexualidade. Os temas polêmicos foram reforçados por Crivella em seu discurso da vitória:

“O povo disse bem alto nas urnas: não à legalização do aborto, não à liberação das drogas. Não, não e não. O povo também disse e eu tenho certeza, eu confio na alma carioca que existe na Câmara Municipal. Na minha eleição, o povo também disse bem alto: não à ideologia de gênero para crianças. Não, não e não”, afirmou o prefeito eleito ao lado de aliados. (Estadão)