A Polícia Federal cumpriu mandados de prisão preventiva, busca e apreensão nas dependências da Polícia Legislativa, no subsolo do Senado. A Operação Métis visa desarticular uma suposta organização criminosa que tentava atrapalhar investigações da Lava Jato. Entre os presos está Pedro Ricardo Carvalho, diretor da polícia do Senado e homem de confiança de Renan Calheiros (PMDB-AL).

Pela investigação da PF, originada a partir da delação de um policial legislativo, estavam sendo feitas varreduras eletrônicas anti-grampo telefônico em endereços fora do Senado, mais especificamente em imóveis ligados a dois senadores e dois ex-senadores: Fernando Collor (PTC-AL), Lobão Filho (PMDB-MA), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e José Sarney (PMDB-MA). Ainda não está claro se os senadores souberam, pediram ou autorizaram as varreduras. “Duas especificidades deste caso tornam a prática ilegal: o fato de endereços que passaram pela vistoria estarem vinculados a pessoas investigadas no âmbito do Supremo Tribunal Federal (pela prerrogativa de foro) e a utilização de recursos públicos na empreitada”, afirmou o MPF, em nota. (Folha)

Renan: Ministério Público e Polícia Federal devem ‘guardar seus limites’

Em resposta à operação Métis, da PF, Renan Calheiros, presidente do Senado emitiu uma nota defendendo a Polícia Legislativa. Segundo Renan as varreduras realizadas estão dentro da legalidade. “A Polícia Legislativa exerce suas atividades dentro do que preceitua a Constituição, as normas legais e o regulamento administrativo do Senado Federal”, escreveu. O senador afirma que o Senado irá colaborar com o Ministério Público e a Polícia Federal. Mas alfinetou: “As instituições, assim como o Senado Federal, devem guardar os limites de suas atribuições legais. Valores absolutos e sagrados do Estado democrático de direito, como a independência dos poderes, as garantias individuais e coletivas, liberdade de expressão e a presunção da inocência precisam ser reiterados”, escreveu Renan. (Estadão)

Renan e Jader receberam R$ 5,5 milhões, diz delator

Felipe Parente afirma ter repassado R$ 5,5 milhões em propina ao atual presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e ao senador Jader Barbalho (PMDB-PA) entre 2004 e 2006. A delação premiada faz parte da investigação do “Petrolão”. Parente era responsável pela entrega de dinheiro em espécie de propinas da Transpetro. No relato, obtido pela “Época”, Parente afirma que os valores vieram das empreiteiras Queiroz Galvão e UTC. Jader e Renan negam conhecer Felipe Parente e também negam ter recebido qualquer tipo de vantagem. (O Globo)