O presidente Michel Temer estava retornando de sua viagem ao Japão quando foi informado da prisão do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Rapidamente o núcleo político do governo federal foi reunido para discutir a posição do Planalto diante do fato em questão. Ciente da tensão gerada, Temer vai pressionar aliados de Cunha a não cederem a possível influência do peemedebista e manter o ritmo das votações. O governo precisa dar demonstrações de força para sinalizar que “nada muda”. Para isso, trabalham com a meta de aprovar a PEC do teto com mais do que os 366 votos do primeiro turno. (Folha)

Patrimônio de Cunha pode ser 53 vezes maior

Força tarefa da Lava Jato, com base nas informações advindas de cooperação internacional, aponta que, Eduardo Cunha, pode ter um patrimônio 53 vezes maior que o declarado. Há ainda suspeita de outras contas ainda não descobertas nos EUA. Eduardo teria declarado, na abertura de uma conta no Banco Suíço Julius Baer, um patrimônio de US$ 20 milhões. Já para o Imposto de Renda Cunha declarou R$ 1,2 milhão. O Banco Merril Lynch na Suíça teria avaliado, para abertura de outra conta, seu patrimônio em US$ 16 milhões.

“Ademais, há informação da gerente da conta de que o conhece (Eduardo Cunha) há 6 anos, de que é cliente do Merril Lynch por 20 anos, bem como também proprietário das contas Orion, Triunph, Netherton e Kopek (todas estas já identificadas na Lava Jato)”, assinalam os procuradores da República. O peemedebista sempre negou a existência das contas. Segundo a defesa, se o STF não ordenou a prisão anteriormente, não se justificam a prisão e bloqueio de bens. (Estadão)

Defesa de Cunha diz: delação não está na pauta

Marlus Arns de Oliveira, advogado do deputado cassado, Eduardo Cunha, afirmou que possível delação não está na pauta. A prioridade é entrar com o pedido de liberdade que será apresentado até sexta-feira. No entanto Marlus ganhou notoriedade ao negociar a delação de ex-executivos da Camargo Corrêa e de um ex-diretor da Petrobras. A defesa questionará no habeas corpus a competência da 13ª Vara Criminal de Curitiba para julgar o processo contra Cunha. A ação penal esteve no Supremo Tribunal Federal e não houve decisão de prender o peemedebista. (O Globo)