O ex-presidente da Câmara e deputado cassado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi preso preventivamente por ordem do juiz federal Sérgio Moro. A prisão foi decretada no âmbito da Operação Lava Jato. Segundo a Procuradoria da República, Eduardo Cunha, em liberdade representa um ‘risco para a instrução do processo e para a ordem pública’. A investigação contra Cunha estava no STF que perdeu o foro privilegiado ao ser cassado. Na segunda-feira, 17, Moro intimou Eduardo Cunha para apresentar sua defesa prévia sobre suas contas secretas na Suíça. Cunha responde também por denúncias corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. (Estadão)

Prisão de Eduardo Cunha paralisa a Câmara

Tomados de surpresa pela prisão do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, deputados esvaziam plenário e paralisam votações. A notícia chegou no momento em que o plenário tentava votar a alteração das regras de exploração do pré-sal. Em silêncio, a base governista e aliados não deram quórum suficiente e a sessão foi logo encerrada por falta da presença mínima dos deputados. Reuniões de comissões também foram adiadas para a semana que vem, incluindo a que instalaria o colegiado que discutirá a reforma política. A prisão de Cunha gera um clima de estresse e pode atrapalhar a agenda do Palácio do Planalto. (Folha)

Moro aponta “caráter serial” dos crimes de Cunha

O juiz federal Sérgio Moro e o Ministério Público Federal justificaram a decisão pela prisão preventiva do deputado cassado Eduardo Cunha, por este representar riscos à investigação, à ordem pública e à aplicação da lei penal. Os procuradores pediram o bloqueio de R$ 220 milhões nas contas de Cunha, no entanto as contas estavam zeradas. O MPF pediu a apreensão de oito veículos de Cunha que somam mais de R$ 1 milhão. Moro determinou apenas o bloqueio dos bens.

No pedido de prisão Moro escreveu que, “indícios do envolvimento do acusado Eduardo Cosentino da Cunha não em crimes isolados, mas na prática de crimes em série contra a Administração Pública e de lavagem de dinheiro, sempre envolvendo milhões ou dezenas de milhões de reais desviados dos cofres públicos. A dimensão e o caráter serial dos crimes estendendo-se por vários anos, é característico do risco à ordem pública”. (O Globo)