Em uma semana conturbada, com citação de dois ministros do governo na Lava Jato e Caixa 2 de um terceiro, o presidente Michel Temer tentará acelerar a pauta governista no Congresso Nacional. O receio do Palácio do planalto é que a delação da empreiteira Odebrecht atrapalhe o ritmo das votações. O acordo, que pode conter nomes de peso do governo e lideranças políticas da base de Temer, deve ser homologado entre dezembro e janeiro do ano que vem. Para evitar alterações no clima favorável a meta é garantir a votação da PEC do teto na próxima semana e concluir o trâmite no Senado ainda em novembro. Na sequência apresentar a reforma previdenciária e idealmente concluir o processo antes da homologação da delação da Odebrecht. (Folha)

Temer minimiza acusações contra ministros

Em viagem oficial ao Japão, o presidente Michel Temer classificou como “alegações simples” denúncias contra membros de seu governo. Disse que o governo vai esperar que as denúncias de corrupção e caixa 2 “se consolidem” antes de tomar providências. A declaração responde às informações veiculadas na última edição da Veja sobre o secretário executivo do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Moreira Franco, que teria recebido propina da Odebrecht. Outra denúncia feita esta semana foi contra o ministro do Esporte, Leonardo Picciani (PMDB). A empresa Agrobilara Comércio e Participações Ltda. Da família de Picciani teria vendido gado superfaturado, de forma a ampliar a movimentação de dinheiro em espécie, que teria como finalidade o caixa 2. (Estadão)

Congresso aprova crédito para o Fies

Com empenho pessoal do presidente do Senado, Renan Calheiros, o Congresso aprovou o crédito suplementar para a Educação. Liberou R$ 702,5 milhões para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), e R$ 400,9 milhões para realização do Enem. A votação não havia ocorrido antes por obstrução do PT em reação à votação da PEC do teto de gastos. Os repasses de recursos do FIES estavam atrasados desde julho. A aprovação do crédito suplementar traz tranquilidade tanto para as instituições quanto para os alunos. (O Globo)