O PSDB deve ser o grande vitorioso do segundo turno das eleições municipais nas capitais. Das oito disputas em que os tucanos estão envolvidos, despontam como favoritos em seis cidades (Belém, Belo Horizonte, Maceió, Manaus, Porto Alegre e Porto Velho). Caso o partido confirme o favoritismo e vença nessas oito capitais, conquistará uma vitória histórica em eleições municipais. Pela primeira vez, desde 1988, um mesmo partido administraria esse número de cidades. Até agora, o melhor desempenho pertence ao PT (6 prefeitos de capitais eleitos em 2000).

O PMDB, que disputa o segundo turno em seis capitais, deve ser o segundo partido que mais elegerá prefeitos. Venceu em Boa Vista no primeiro turno e desponta como favorito em Cuiabá, Florianópolis e Goiânia. Nos confrontos diretos entre os dois partidos (Cuiabá, Maceió e Porto Alegre), os tucanos são favoritos em duas. Apenas em uma cidade a vantagem é dos peemedebistas.

Esquerda encolhe, centro-direita avança

PSD e PSB devem eleger três prefeitos cada um. O PSD, depois de ganhar em João Pessoa em 2 de outubro, é o favorito em Curitiba e Campo Grande. O PSB que já conquistou Palmas, tende a manter o controle sobre a estratégica capital de Recife, reduto do partido, e vencer também em Aracaju.

O PDT, que conquistou Natal, está próximo da vitória em Fortaleza. O PRB, com o favoritismo que possui no Rio de Janeiro, deve conquistar uma capital com grande peso político.

Embora o PSOL tenha crescido nas capitais, não deve eleger nenhum prefeito, pois está em desvantagem no segundo turno em Belém e no Rio de Janeiro. PT e DEM devem ficar apenas com as capitais conquistadas em primeiro turno (Rio Branco e Salvador, respectivamente). Rede e PPS têm o favoritismo em Macapá e Vitória, respectivamente, nesse segundo turno.

Vitória política do PSDB

Além de vencer numericamente no maior número de capitais, as conquistas do PSDB serão politicamente muito expressivas. Além de terem o controle de São Paulo, a maior capital do país, os tucanos devem conquistar Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país. Sem falar na possível conquista inédita de Porto Alegre.

Apesar de o PMDB ter a chance de eleger quatro prefeitos nas capitais, politicamente as conquistas peemedebistas serão de menor expressão. Mesmo que numericamente o partido faça mais prefeitos nas capitais que em 2012, perdeu o Rio de Janeiro e não conseguiu sequer chegar ao segundo turno em São Paulo.

Importante destacar nas capitais o crescimento do PSD, que deve fazer o mesmo número de prefeitos do PSB. Constata-se também a perda de protagonismo do PT no campo da centro-esquerda. Os petistas, além de terem de admitir o crescimento do PSOL, ficarão com menos prefeitos que o PSB e PDT.