O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega foi preso hoje antes das 7h, pela Polícia Federal, na Operação Arquivo X. A prisão aconteceu no Hospital Albert Einstein, onde Mantega se encontrava para acompanhar a cirurgia a que estava sendo submetida sua mulher. O ex-ministro permaneceu sob custódia por cinco horas, quando a prisão foi revogada, por ordem do Juiz Sérgio Moro, devido ao quadro de saúde da mulher do ex-ministro. Foram descartados o risco de destruição de provas, mas ficou mantida a ordem de bloqueio de até R$10 milhões de Mantega e outros sete investigados. O ex-ministro não chegou a prestar depoimento, mas nega enfaticamente ter solicitado R$ 5 milhões ao empresário Eike Batista. O dinheiro teria sido repassado por Eike para cobrir dívidas de campanha do PT. (Estadão)

Eike entregou documentos que levaram à prisão de Mantega

O empresário Eike Batista entregou ao MPF os documentos que comprovam o seu depoimento de 20 de Maio. Entre eles a agenda oficial com o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, o registro de voo, contratos falsos firmados com empresas de Santana e os comprovantes de transferência de uma conta sua no exterior para a conta do casal João Santana e Mônica Moura. Mantega teria pedido R$ 5 milhões para o PT. Eike procurou o MPF não como colaborador, mas sim depois de um delator da Lava Jato ter apontado propinas e fraudes na licitação das plataformas P-67 e P-70, vencidas pelo Consórcio Integra Offshore, entre outras denúncias. (Estadão)

Gilmar Mendes: doações eleitorais de beneficiários do Bolsa Família indicam fraude

Suspeita de fraude e crime eleitoral em nas doações eleitorais de cerca de 16 mil beneficiários do Bolsa Família. Segundo o presidente do TSE, Gilmar Mendes, candidatos podem ter utilizado dados sem autorização para validar doações oriundas de caixa 2. Candidatos e partidos envolvidos no suposto esquema serão divulgados somente após o término das investigações. Para o ministro as irregularidades servirão de aprendizado para as próximas eleições. “Essa eleição tem um processo novo, é um experimento institucional e certamente, depois da eleição, poderemos fazer balanço seguro e poderemos fazer uma avaliação, saber o que deu certo, o que deu errado”, declarou. (Estadão)