Levantamento da Arko Advice mostra que o apoio do governo Michel Temer na Câmara dos Deputados atingiu em agosto sua menor média mensal desde que ele assumiu o cargo interinamente, em 12 de maio deste ano. No período, foram analisadas 25 votações nominais e abertas ocorridas na Casa.

Vale destacar, porém, que a queda do percentual de apoio deveu-se ao grande índice de ausência de deputados, que chegou a 32,22%, por conta das eleições municipais. Em maio, quando se verificou o maior índice de apoio (62,81%), as ausências foram de apenas 19,29%. Ou seja, para conseguir votos suficientes para a aprovação de matérias importantes do ajuste fiscal, o governo terá que trabalhar para obter um quórum elevado no plenário.

De todas as votações monitoradas, o governo teve apenas uma derrota em uma única votação, mas sem grande relevância. A liderança do governo havia orientado voto “não” a um veto sobre o Código de Trânsito. Para derrubá-lo, seriam necessários 257 votos e foram dados apenas 238.

Entre as principais legendas, o PSDB foi a que apresentou o maior índice de fidelidade ao governo no mês passado: 65,05%. Os tucanos, no entanto, criticam o PMDB por considerar que a legenda transmite sinais contraditórios ao ajuste fiscal. Por exemplo: ao mesmo tempo que apoia a proposta que impõe um limite aos gastos públicos, defende o reajuste salarial para o Poder Judiciário.

Em segundo lugar, a legenda que mais votou em sintonia com o governo Temer foi o PR (63,52%), seguido do PMDB (63,15%).