As pesquisas divulgadas após duas semanas de campanha no rádio e na TV produziram importantes mudanças nos cenários originais em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre, nas eleições municipais. Os candidatos com coligações mais estruturadas e tempo de TV mais robusto estão se beneficiando e crescendo nas sondagens.

Observando essas capitais, nota-se que a antipolítica, representada pelas candidaturas de Celso Russomanno (São Paulo), Marcelo Crivella (Rio de Janeiro) e Alexandre Kalil (Belo Horizonte), ainda demonstram força. Também aparece um PSDB competitivo em São Paulo e Minas Gerais, capitais em que o PMDB mostra competitividade.

O PT, conforme esperado, continua com sérias dificuldades. O fato de estar em segundo lugar em Recife e Porto Alegre deve-se muito mais ao prestígio de seus candidatos, que foram prefeitos bem avaliados nessas cidades, que à força do partido.

O PSOL, após uma boa arrancada no Rio de Janeiro e em Porto Alegre, vê seus candidatos passarem por dificuldades devido ao escasso tempo de TV.

SÃO PAULO (SP)

Doria, que cresceu 11 pontos percentuais, é o grande beneficiado com a exposição no horário eleitoral gratuito. Marta Suplicy também ganhou: subiu 5 pontos. Russomanno foi o mais prejudicado (perdeu 5 pontos). Os três candidatos disputam duas vagas no segundo turno.

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RIO DE JANEIRO (RJ)

Crivella, que tem lugar praticamente assegurado no segundo turno, mantém a liderança. Porém, o crescimento de Pedro Paulo, candidato que ganhou três pontos percentuais, representa uma ameaça para Freixo e Jandira.

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BELO HORIZONTE (MG)

João Leite e Kalil, que estavam nas primeiras posições antes do início da campanha na TV, fortaleceram suas posições. No entanto, como Malheiros dobrou sua intenção de voto e tem o apoio do prefeito Márcio Lacerda (PSB), que é bem avaliado, podem ocorrer surpresas.

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RECIFE (PE)

A eleição continua polarizada. O início do horário eleitoral beneficiou Geraldo Júlio, que cresceu 8 pontos. João Paulo oscilou positivamente dois pontos. Os candidatos que buscam surpreender encontram dificuldades.

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PORTO ALEGRE (RS)

A campanha na TV modificou fortemente o cenário. Melo, que possui a maior exposição, cresceu 12 pontos. Luciana, que praticamente não tem tempo de TV, foi a maior prejudicada: perdeu seis pontos. Marchezan também se beneficiou (crescimento de 5 pontos), enquanto Pont ficou praticamente estável.

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Mesmo após duas semanas de campanha na TV, ainda não é possível afirmar que as tendências captadas nas pesquisas estão consolidadas. Como o eleitor está cada vez mais crítico e reflexivo em relação à política, mudanças de última hora, que foram o padrão nos processos eleitorais de 2012 e 2014, podem se repetir este ano.