A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta segunda-feira, por 450 votos a favor e 10 contra, a cassação do mandato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Em seu discurso de defesa Cunha afirmou “pagar o preço” por ter autorizado a tramitação do processo de impeachment de Dilma Rousseff. Com a decisão o ex-deputado fica inelegível até 2027, perde o foro privilegiado e, como investigado pela Lava-Jato, seu caso pode migrar para a Justiça Federal do Paraná, sob os cuidados do juiz Sergio Moro. (Folha)

Renan sobre Cunha: Quem planta vento colhe tempestade

O Presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ao ser inquirido sobre o caso do ex-deputado cassado Eduardo afirmou: “Não sou especialista em Eduardo Cunha, não gostaria nem de falar sobre isso. Mas o que vimos ontem é aquilo: quem planta vento, colhe tempestade. Essa é uma lei da natureza”. Disse também que, a presença de Rodrigo Maia (DEM-RJ) na presidência da Câmara vai possibilitar o andamento de projetos que ficaram parados durante o período em que Cunha presidiu a casa, fator positivo para as reformas necessárias. (O Globo)

 

Transparência Internacional: Cunha é ‘Mr. Trust do Brasil’

Campanha contra a corrupção pelo mundo, lançada pela entidade Transparência Internacional, coloca como garoto propaganda o ex-deputado cassado Eduardo Cunha. O vídeo promocional explica o que é o Trust e como ele é utilizado para “esconder dinheiro ilícito”. Cunha surge na campanha pela sua participação no “escândalo de corrupção da Petrobras” e da suposta mentira em seu depoimento ao Congresso garantindo não ter contas fora das jurisdições mencionadas em sua declaração de renda. “Alguns meses depois, procuradores suíços localizaram quatro contas relacionadas a ele e sua esposa em um banco na Suíça”, diz a entidade. “No total, as autoridades brasileiras estão pedindo de volta do Mr. Trust e de sua mulher US$ 30 milhões”, diz a campanha. A campanha ainda termina com um alerta. “Existem muitos Mr. Trusts pelo mundo. Ajude a desmascará-los”. (Estadão)

 

CCJ do Senado aprova fim das coligações nas eleições proporcionais

Em votação relâmpago foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) o relatório favorável à PEC que estabelece o fim das coligações nas eleições proporcionais a partir de 2020. A proposta dos senadores tucanos Ricardo Ferraço (ES) e Aécio Neves (MG) procura conter a proliferação de partidos no país. A proposta seguirá para tramitação na Câmara onde encontrará resistência dos partidos pequenos e médios. A aprovação sem debate só foi possível após a inclusão de emenda que garante a federação partidária, dois ou mais partidos poderão se reunir em uma federação, atuando como uma única unidade partidária para funcionamento parlamentar. Ou seja, os partidos concorrem juntos, mas têm que permanecer atuando juntos, por quatro anos, durante o mandato parlamentar. (O Globo)