O plenário do Senado aprovou o impeachment de Dilma Rousseff (PT). Com isso, Michel Temer (PMDB) deve ser empossado ainda nesta quarta-feira (31) de maneira definitiva como presidente da República para cumprir o mandato até o final de 2018. A decisão, anunciada às 13h36min desta quarta, ocorreu quase nove meses após o início da tramitação do processo na Câmara dos Deputados e três meses e meio depois do afastamento provisório de Dilma. (Folha)

PMDB salva Dilma e gera crise com PSDB e DEM

A decisão do Senado de permitir que Dilma Rousseff possa exercer cargo público mesmo após ter sido cassada gerou um novo racha na base aliada do presidente Michel Temer, que tomará posse como presidente na tarde desta quarta-feira, 31. Parlamentares do PSDB e DEM acusam o PMDB de ter feito um acordo para “livrar” Dilma e amenizar a sua pena por crime de responsabilidade. O atual líder tucano na Casa, Cássio Cunha Lima (PB) chegou a dizer que está “fora do governo”. O discurso, porém, foi suavizado pelo presidente da legenda, senador Aécio Neves (MG), que considerou que “a questão essencial foi resolvida”. Mesmo assim, Aécio diz que a decisão de hoje causa “enormes preocupações”. (Estadão)

Salário mínimo é estimado em R$ 945,80 para 2017

A proposta de Orçamento Geral da União para 2017 apresentada nesta noite pelo governo prevê um salário mínimo de R$ 945,80 no próximo ano. Projeta ainda déficit primário de R$ 143,1 bilhões para o setor público consolidado em 2017, sendo R$ 139 bilhões do governo central, R$ 3 bilhões das estatais e R$ 1,1 bilhão dos Estados e munícipios. Segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, a proposta orçamentária de 2017 já considera a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que fixa um limite de crescimento para o gasto público pela inflação, mais conhecida como PEC do gasto. Ele afirmou ainda que o projeto é absolutamente realista e conservador, além de compatível com o que está acontecendo neste ano. (Valor Econômico)