Conforme prometido pelo Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi lido hoje no plenário o relatório pela cassação do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Era necessária a presença de 51 deputados, mas no momento da leitura do parecer da CCJ, menos de 10 parlamentares estavam presentes. Após a publicação no Diário Oficial da Casa, o processo tem duas sessões para entrar na pauta do plenário. A votação, no entanto, deve ocorrer apenas quando for possível reunir um quórum de, pelo menos 400 deputados. Aliados já trabalham para esvaziar a sessão da votação, mesmo sob ameaça de Maia em cortar salários dos deputados que não comparecerem às sessões de votação. (Folha)

Gilmar diz que não pediu a ‘extinção do PT’ e que outros partidos podem ser investigados

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, foi questionado nessa segunda-feira acerca das críticas recebidas do PT sobre o pedido de “extinção” da legenda. O processo foi aberto com base em denúncias originadas na Operação Lava-Jato, de que o Partido dos Trabalhadores teria se beneficiado de recursos desviados da Petrobrás, que teriam sido utilizados na campanha de Dilma. Segundo Gilmar, outras legendas podem ser investigadas e que o pedido de abertura de investigação está previsto na legislação eleitoral. (Estadão)

Aliados de Dilma tentarão barrar impeachment usando Lava-Jato

Apesar da quase certeza da aprovação pela maioria do Senado para a continuidade do processo contra a presidente afastada Dilma Rousseff, os aliados da petista tentarão suspender a sessão de votação. Os dilmistas apresentarão algumas questões de ordem relacionadas a depoimentos de dirigentes da construtora Odebrecht que envolvem o presidente interino e alguns nomes de sua cúpula. Segundo Lindbergh Farias (PT-RJ), líder da oposição no Senado, não é uma tentativa de procrastinar mas de não permitir que o afastamento de Dilma se torne um “salvo-conduto” ao presidente interino. (O Globo)