Os opositores de Cunha enxergaram sua renúncia como uma manobra na tentativa de salvar seu mandato, e livrá-lo da cassação. Poderia ser uma manobra bem sucedida, não fosse a demora em renunciar. Neste momento, é muito difícil que ele se livre da cassação, considerando todo o desgaste sofrido em sua imagem até o momento.

Cunha agora demonstra sinais de estafa, tanto mental, quanto física. Seu embargo na voz, ao citar sua família no discurso de renúncia, talvez tenha sido uma válvula de escape para um stress maior. Veja o trecho do discurso em que Eduardo Cunha chora:

É muito provável que o deputado esteja mesmo fadado à cassação. Da falta de notoriedade, Cunha ascendeu aos holofotes do poder, numa trajetória breve, meteórica. Mas não sem imprimir à política o estilo “Cunha” de fazer acordos.

Morre com ele a genialidade de fazer inveja a qualquer um, e o conhecimento dos regimentos como nunca antes visto. Como diz a matéria do Terra, Eduardo Cunha é o vilão midiático que o Brasil ama odiar.

Agora é aguardar para ver a indicação do Congresso. Na terça saberemos o tom dos próximos dois anos. Um nome forte seria Rogério Rosso, pela sua habilidade em unificar o “Centrão”, apesar de já ter afirmado que está fora da disputa.

O impeachment foi fruto de uma grande coalizão, e esta deve, logo menos, mostrar sua força.