Prestes a completar dois meses como presidente interino, Michel Temer tem bons motivos para comemorar o seu relacionamento com o Congresso Nacional.

Seu governo conseguiu aprovar a revisão da meta fiscal para 2016 e a Lei de Responsabilidade das Estatais, concluiu a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição que prorroga a Desvinculação de Receitas da União (DRU) na Câmara e fechou a indicação de Ilan Goldfajn no Senado para a presidência do Banco Central.

Teve também que fazer algumas concessões aos parlamentares, como aprovar o reajuste salarial para diversas categorias de servidores públicos e se comprometer com os senadores a vetar o aumento de 100% de participação de capital estrangeiro nas empresas de aviação aprovado pelos deputados.

Desde 12 de maio, quando Temer assumiu o governo, ocorreram 40 votações nominais e abertas na Câmara. A média de apoio obtido por ele na Casa foi de 56,49%. No primeiro mandato, a presidente afastada Dilma Rousseff obteve 48,19% (281 votações analisadas). No segundo mandato (analisado até 11 de maio), a média foi de 48,72% (229 votações).

Os dados permitem algumas conclusões importantes: 1. Melhorou o relacionamento entre Executivo e Legislativo; 2. O governo tem uma coordenação política mais eficiente; 3. O governo tem boas perspectivas para avançar na agenda do ajuste fiscal.