Melhorou a opinião dos brasileiros sobre o governo: a pesquisa CNI/Ibope divulgada hoje (1/7) mostra que a avaliação “regular” da gestão Michel Temer é 17 pontos maior que a da presidente afastada Dilma Rousseff. A negativa (“ruim/péssima”) recuou 30 pontos em relação a de sua antecessora. Ele ainda enfrenta uma baixa avaliação positiva (13% de “ótimo/bom”), percentual apenas um pouco melhor do que o da presidente afastada Dilma Rousseff.

A avaliação “regular” de Temer, por sua vez, é 17 pontos maior que a de Dilma.tabela 1

Cenário similar ocorre quando os entrevistados são questionados se confiam no presidente interino, Michel Temer. Embora 66% afirmem não confiar (e 27% respondam que confiam), esses índices são melhores que os de Dilma. Em março, 80% não confiavam na presidente afastada, enquanto apenas 18% afirmavam o contrário.

Sobre a maneira de Temer governar, a maioria (53%) desaprova, enquanto 31% aprovam. Há ainda 16% que não souberam responder. Porém, mais uma vez, na comparação com os números que Dilma tinha em março, o cenário é mais favorável. A desaprovação à forma da presidente afastada governar era de 82%. Somente 14% aprovavam sua maneira de governar.

Mesmo que hoje a avaliação negativa do governo Michel Temer supere a positiva, a maioria dos entrevistados ainda não confie no presidente interino e também desaprove sua forma de governar, as perspectivas são positivas.

De acordo com o Ibope, 24% acreditam que o restante do governo Temer será “ótimo/bom”. 32% apostam que será “regular”, enquanto 35% dizem que será “ruim/péssimo”.

Caso esse cenário se confirme, no médio a longo prazo, Michel Temer terá cerca de 1/3 dos brasileiros apoiando sua gestão. Ou seja, trata-se de índice bastante relevante se considerarmos a complexidade dos ambientes político e econômico.