O presidente interino, Michel Temer, recebeu, ontem, no Palácio do Planalto, uma comitiva de empresários do varejo liderada pelo deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) e pelo presidente da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). O setor manifestou a Temer o sentimento dos varejistas que aponta para a retomada da estabilidade e a recuperação da economia. “É um segmento extremamente importante na formação do PIB nacional, que gera R$ 22 bilhões em impostos e, mesmo com toda a crise, já investiu R$ 14 bilhões em 2016”, destacou Goergen.

A crise econômica que se abateu sobre o varejo nos últimos anos levou ao fechamento de aproximadamente 200 mil lojas. Mesmo com a melhora do otimismo entre o empresariado, os consumidores têm se mostrado mais arredios. Levantamento feito pela Abrasce em parceia com a FX Flow Intelligence, empresa especializada em monitoramento de fluxo no varejo, mostra que em maio deste ano, o fluxo de visitantes nos centros de compras caiu 6,78% em relação a igual período do ano passado.

 

Não ao recesso parlamentar

A Bancada do Partido Socialista Brasileiro (PSB) na Câmara dos Deputados manifestou posição contrária ao recesso parlamentar, de 18 a 31 de julho, e defendeu a continuidade dos trabalhos, incluindo processos de votação nas comissões e no plenário. “O PSB entende a importância de se votar pautas de grande relevância para o País antes do início das campanhas municipais”, disse o líder da bancada, Paulo Foletto (ES).

 

Renegociação das dívidas dos estados é prioridade

O governo federal definiu como prioridade para a próxima semana o projeto de lei que alonga por mais 20 anos o pagamento das dívidas dos estados junto à União se forem adotadas restrições de despesas por parte dos governos estaduais. “O presidente (interino da República, Michel Temer) entende que, se conseguimos dar a urgência na próxima semana e votar antes do recesso, colabora ainda mais com os estados e também com os municípios. Porque a renegociação passa a ser também com os municípios brasileiros”, disse o líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE).

 

Ginástica laboral em serviço

A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara aprovou a proposta que obriga os órgãos e as entidades da administração pública federal (direta e indireta) a oferecerem, no próprio local de trabalho, atividades de ginástica laboral aos seus servidores. O texto aprovado é o substitutivo do deputado Adelmo Carneiro Leão (PT-MG) ao Projeto de Lei 6083/09, do deputado Luiz Couto (PT-PB). O relator retirou a previsão do projeto original de pausa de, no mínimo, dez minutos a cada quatro horas de trabalho para os exercícios para quem realiza esforço físico repetitivo.