Os aliados do presidente em exercício Michel Temer iniciaram um movimento para pressioná-lo por nomeações de apadrinhados políticos. Deputados e senadores reclamam de atrasos na aprovação de indicados para cargos na estrutura pública federal e apontaram dois fatores essenciais para o atraso. O primeiro seria o boicote de integrantes petistas infiltrados em diretorias estratégias do governo. O segundo, que vem sendo tratado com cautela, estaria vinculado com o secretário de Governo, o ministro Geddel Vieira Lima. A secretaria é acusada por aliados de “sentar em cima das nomeações”. Habilidoso politicamente, Temer pediu paciência aos parlamentares e prometeu que as nomeações sairão ainda em junho.

Pegou mal

O presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha, está em situação delicada, sendo considerado um político “morto”. A transmissão da coletiva de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), transmitida pela TV Câmara, revoltou os deputados, por usar o canal público como forma de promoção. Até aliados revelaram que a medida deve definir a cassação em plenário do processo já aprovado pelo Conselho de Ética. Para sepultá-lo definitivamente, o Supremo Tribunal Federal transformou em réu, pela segunda vez, o peemedebista, sob acusação de que dinheiro desviado de negócio da Petrobras na África abasteceu contas secretas dele e de familiares no exterior.

Acesso ao leite materno

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) discute projeto do senador Dário Berger (PMDB-SC) que obriga todas as maternidades de referência regional a possuir bancos de leite em suas instalações. O objetivo da proposta é aumentar a capilaridade da rede. Dados do Ministério da Saúde apontam que o Brasil tem o maior número de doadoras de leite materno do mundo, mas a cobertura ainda é deficitária em algumas regiões.

Livre escolha de oficinas

O consumidor que usar serviços de seguradora de veículos terá o direito de escolher qual oficina executará os reparos, sem limitação à rede credenciada pela seguradora. É o que determina projeto de lei do deputado Cabo Sabino (PR-CE), que assegura a livre escolha tanto para danos no carro do segurado, quanto nos danos a terceiros. Segundo o projeto, a livre escolha tem de ser respeitada ainda que o segurado e o terceiro escolham oficinas diferentes. Neste caso, a seguradora precisa cobrir os serviços nos estabelecimentos diferentes.