Em sua delação premiada, Sérgio Machado citou muitos nomes, de uma ampla gama de partidos políticos. Confira os 5 nomes que podem se complicar com as acusações do ex-presidente da Transpetro:

José Sarney

Passado: O político tem uma longa trajetória, como senador, tendo inclusive presidido a Casa por três vezes. Já foi também governador do Maranhão e presidente do Brasil, de 1985 a 1990.

Presente: Desde 2013, José Sarney se dedica exclusivamente à carreira literária. Em suas próprias palavras, “a política anda muito desinteressante”.

Futuro: Em virtude de sua idade avançada, é muito provável que qualquer punição que possa ser aplicada a Sarney se limite no máximo a prisão domiciliar, ou uso de tornozeleira de monitoramento.

Renan Calheiros

Passado: Renan já renunciou à presidência do Senado em 2007, quando teve seu nome ligado a diversas denúncias de corrupção. Foi absolvido em 2013, em votação do próprio Senado.

Presente: Ocupa, pela 3ª vez, o cargo de presidente do Senado Federal.

Futuro: Ainda incerto. O Supremo Tribunal Federal negou um pedido de prisão contra Renan, José Sarney e Romero Jucá, todos do PMDB. Caso se comprove judicialmente qualquer ilegalidade contra Renan, seu mandato como presidente do Senado pode estar com os dias contados.

Michel Temer

Passado: Temer já foi presidente da Câmara, líder do PMDB, deputado federal, secretário de segurança pública e procurador-geral do estado de São Paulo. Foi eleito vice-presidente do Brasil na chapa PT/PMDB, junto com Dilma Rousseff nas eleições de 2014.

Presente: Desde o afastamento da presidente Dilma Rousseff, em abril de 2016, ocupa interinamente o posto que ela deixou vago.

Futuro: Sem entrar em detalhes, o presidente interino desmentiu, em pronunciamento para a imprensa, as acusações de Sérgio Machado. As denúncias podem atrapalhar os planos de Michel Temer e abalar o governo, caso mudem o foco da mídia e opinião pública. A delação de Sérgio Machado tirou o peso de pautas que estavam em votação, como por exemplo, o teto para os gastos públicos.

Henrique Eduardo Alves

Passado: Já foi deputado federal por 11 mandatos, e também presidente da Câmara dos Deputados. Foi Ministro do Turismo no governo de Dilma Rousseff.

Presente: Permanecia ministro do Turismo do governo interino de Michel Temer. Em 16 de junho, pediu demissão do cargo após ter sido citado na delação de Sérgio Machado, tornando-se o terceiro ministro de Temer a cair em pouco mais de um mês de governo.

Futuro: Henrique Alves segue alvo de dois pedidos de investigação na Operação Lava-Jato. Não há mandatos de prisão contra ele até o momento.

Aécio Neves

Passado: O neto do ex-presidente Tancredo Neves já foi por duas vezes governador do estado de Minas Gerais, e disputou com Dilma Rousseff a presidência da República, em 2014.

Presente: Atua como senador, e é presidente nacional do partido PSDB.

Futuro: Aécio é alvo de inquérito na Operação Lava-Jato. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, autorizou a continuidade das investigações contra o senador. Ainda não há conclusões ou provas concretas do envolvimento de Aécio em esquemas de corrupção.

Confira o infográfico elaborado pelo G1, com todos os nomes e partidos de políticos citados na delação de Sérgio Machado:

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