O juiz Sérgio Moro aceitou, nesta quinta-feira, a denúncia da força-tarefa da Lava-Jato contra a mulher do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha, a jornalista Claudia Cruz. De acordo com os investigadores, há indícios de que parte da propina desviada da Petrobras abasteceu contas no exterior em nome de off-shores e trusts usados para pagar cartões de crédito internacional utilizados por Claudia Cruz. A filha de Cunha, Danielle Dytz , não foi denunciada, porém, segundo a força tarefa, ela ainda é investigada. (O Globo)

‘Governo não é ação entre amigos’, diz Temer, que nega ajuda a Cunha

O presidente interino, Michel Temer (PMDB), negou na manhã desta quinta-feira (9) a deputados que seu governo esteja trabalhando para livrar da cassação o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). “Meu governo não é ação entre amigos”, disse Temer segundo o líder da bancada do DEM, Pauderney Avelino (AM), um dos que participou do encontro com o presidente interino. “O presidente afirmou que não há qualquer interferência do governo no caso do deputado Eduardo Cunha.” (Folha)

Renan nega acordo para salvar cúpula do PMDB

Pouco antes de receber o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Aroldo Cedraz, nesta quinta-feira, 9, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), conversou rapidamente com a imprensa e negou que haja um acordo para evitar a sua prisão e a do senador Romero Jucá (PMDB-RR). Após a notícia de que a Procuradoria-geral da República (PGR) enviou um pedido prisão ao Supremo Tribunal Federal (STF) dos membros da cúpula do PMDB, parlamentares da base e da oposição estariam articulando um plano para evitar as prisões. Se a Corte determinar, Renan e Jucá só podem ser mantidos presos após aprovação do plenário da Casa. (Estadão)