1. Passava das 3 da manhã desta quarta, quando o Congresso terminou a sessão que reduziu a meta fiscal e autorizou déficit de até R$ 170,5 bilhões. A votação teve início após mais de 13 horas de sessão para análise de vetos de Dilma a projetos aprovados pelos parlamentares. Se confirmado esse déficit ao final do ano, será o pior resultado desde 1997. A aprovação da meta era considerada essencial pela equipe econômica. Sem essa permissão para fechar o ano com déficit, várias despesas teriam que ser cortadas, o que afetaria investimentos e programas sociais (G1).
  2. A queda de Romero Jucá com apenas onze dias de governo foi um baque para Temer, que tratou de dizer que não pretende prejudicar o andamento da Operação Lava-Jato. “Muitas e muitas vezes se diz que estamos em busca de eliminar ou dificultar qualquer investigação apuratória. Isso contestaria o que disse em outros momentos, não posso invadir a competência de outro poder”, disse Temer, completando: “não vamos impedir a apuração com vistas à moralidade pública e administrativa. Ao contrário, vamos sempre incentivá-la” (O Globo – p.3).
  3. A defesa de Lula recorreu ao STF pedindo que o tribunal reconheça que ele foi ministro da Casa Civil do governo Dilma por quase dois meses e as “consequências jurídicas” dessa situação. Se o pedido for acolhido, a defesa pode abrir brecha para questionar atos do juiz Sergio Moro do Paraná, como a divulgação dos grampos em que aparece falando sobre a posse com Dilma. Lula foi nomeado em 16 de março, no mesmo dia em que Moro derrubou o sigilo de interceptações e autorizou a publicidade dos áudios (Folha).

Eventos:

  • 11h – Comissão do Impeachment do Senado define cronograma de trabalho.
  • O Ministério do Trabalho e Emprego divulga desemprego em abril.