Michel Temer agiu rápido. Afastou Romero Jucá do Ministério do Planejamento e com isso resolveu a primeira grande crise política de seu governo em poucas horas. Pelo menos por enquanto, manterá Dyogo Oliveira, secretário-executivo, como ministro interino.

Apesar da crise, Temer manteve na agenda a ida ao Congresso para pedir a aprovação da nova meta fiscal para 2016. Um gesto simbólico, que foi muito elogiado por aliados. Também está mantida para esta terça-feira, 24, o anúncio de um conjunto de medidas para contornar os problemas fiscais e econômicos. Com isso, o presidente mostrou que controla a situação e sabe onde quer chegar, dois dados positivos.

Mas o ambiente político continuará tenso. De acordo com as informações qualificadas, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, implicado na operação Lava-Jato, fez delação premiada e gravou outros políticos além de Romero Jucá. Especula-se que entre eles estejam o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o ex-presidente da República José Sarney.

No Congresso, o ambiente continua complicado. O imbróglio envolvendo presidência da Câmara permanece sem solução. A escolha de deputado André Moura (PSC-SE) para a líder do governo continua sendo questionada. E nesta terça-feira, os partidos de oposição ameaçam pedir a cassação de Romero Jucá no Conselho de Ética.