1. Henrique Meirelles anuncia, como parte do pacote de medidas que vão reduzir o déficit das contas públicas, o compromisso do presidente interino Michel Temer (PMDB-SP) com quatro reformas constitucionais que estão sendo descritas por aliados como os “pilares” da política econômica. A lista incluirá mudança na Previdência; liberdade para que as negociações trabalhistas prevaleçam sobre a legislação; desvinculação de receitas que pode chegar a 50% e o fim da vinculação de benefícios sociais ao salário mínimo (Valor).
  2. Antes mesmo de completar duas semanas de governo Michel Temer, o ministro do Planejamento, senador Romero Jucá (PMDB-RR), deixa o cargo. A queda, provocada por revelações de que propôs um “pacto” para conter o avanço das investigações da Operação Lava-Jato, foi anunciada oficialmente como uma “licença”. A expressão é apenas estratégia para amenizar a necessária demissão e tentar blindar a gestão Temer, que tem o prazo máximo de 180 dias para reconstruir os pilares da credibilidade do país e garantir votos necessários para a consolidação do processo de impeachment contra Dilma (Veja on line). O pedido de exoneração feito pelo Jucá pode até dar certo alívio ao governo de Michel Temer, pois tira de sua equipe um auxiliar suspeito de participar da armação de esquema destinado a salvar políticos investigados pela Operação Lava-Jato. Mas não resolve um problema maior, com vício de origem, o da nomeação de ministros de alguma forma suspeitos de serem beneficiários de desvios de dinheiro da Petrobrás. Temer conta com respaldo dos favoráveis ao impeachment que, com a pressão das ruas, o ajudaram a chegar ao poder. Mas esses cidadãos disseram querer outro governo, sem manchas, ao contrário daquele do PT que combateram (Estadão – p.A4).
  3. O PT vai usar a primeira crise do governo Michel Temer para tentar anular o processo de impedimento de Dilma. Mesmo com o afastamento rápido do ex-ministro Romero Jucá, depois que veio à tona diálogo no qual o senador diz ser preciso mudar o governo para “estancar essa sangria”, numa referência à Operação Lava-Jato. Senadores do PT farão de tudo para paralisar a comissão do impeachment. Embora até Lula considere difícil Dilma retornar ao Palácio do Planalto, após o julgamento final no Senado, os problemas no início da gestão Temer animaram o partido. Sob comando de Lula, será reforçada a ofensiva para reverter seis votos de senadores que votaram pela deposição da presidente (Estadão – p.A7).

Eventos:

  • 10h – Henrique Meirelles anuncia medidas econômicas para reverter déficit fiscal.
  • 11h – Congresso vota nova meta fiscal de R$ 170,5 bilhões.