Cassação do mandato de parlamentar causa comoção no Congresso Nacional. Neste clima de corporativismo, os senadores decidiram, nesta terça-feira (10), cassar o mandato de senador de Delcídio do Amaral (MS), o ex-líder do governo que estava sem partido. Foram 74 votos favoráveis, nenhum contrário e uma abstenção — do senador João Alberto Souza (PMDB-MA). Quem assume é o primeiro suplente de Delcídio, Pedro Chaves dos Santos Filho. Não houve derrota nem governo, nem da oposição. Antes de ser nocauteado após um cruzado da Operação Lava Jato, Delcídio caiu na lona atirando para todos os lados, em uma tentativa desesperada de fugir das garras do juiz federal Sérgio Moro. Sem foro privilegiado, a sorte do ex-petista está lançada.

O delírio de Waldir Maranhão

O deputado federal Waldir Maranhão (PP-MA) escolheu a semana para protagonizar uma séria de ações atrapalhadas. Após decisão que anulava o impeachment da presidente Dilma Rousseff, ato revogado em menos de 24 horas, ele afirmou que aceita renunciar à primeira vice-presidência da Câmara desde que tenha a garantia que fará o sucessor. Foi duramente alertado pelo residente nacional do PP, o senador Ciro Nogueira (PI): “Contente-se em não perder o mandato”. Maranhão se alinhou ao advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, para articular o golpe contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, revoltando seus pares. A oposição entrou com uma representação no Conselho de Ética para cassá-lo. Não terá vida fácil.

Isenção para carro elétrico

A Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) do Senado aprovou o projeto de lei que isenta automóveis elétricos, nacionais ou importados, vendidos a taxistas ou a pessoas do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI). O texto prevê ainda isenção do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas operações de financiamento desses carros. O projeto, que segue para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), visa incentivar o uso de carros elétricos, em substituição aos movidos a combustíveis fósseis, que respondem por parcela importante da emissão de gases de efeito estufa.

Fontes renováveis de energia

A participação de fontes renováveis na matriz energética brasileira pode ser de pelo menos 60% até 2040, conforme prevê projeto de lei do senador Cristovam Buarque (PPS-DF). O texto foi aprovado nesta terça-feira (10) na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) do Senado e segue para a Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), onde será votado em decisão terminativa. Atualmente, cerca de 40% da oferta interna de energia brasileira são provenientes de fontes renováveis, principalmente hidráulica e biomassa. Esse percentual, diz Cristovam, já coloca o Brasil como protagonista na adoção de soluções para redução de gases de efeito estufa.