1. Orientado pelo ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, Michel Temer decidiu fundir os ministérios da Previdência e da Fazenda, como estratégia para garantir que o endurecimento das regras para a aposentadoria no Brasil seja colocado efetivamente em prática. Essa é uma das fusões que estão sendo estudadas pela equipe de Temer para que o número de ministérios caia a algo em torno de 23, ante os atuais 32. O plano prevê uma dezena de cortes e a criação de uma nova pasta, responsável pelas concessões, parcerias público-privadas (PPPs) e privatizações, que deve ficar sob o comando do ex-ministro Moreira Franco (Estadão – p.A12). O presidente do BC não terá mais status de ministro, conferido ao posto desde 2004, quando Henrique Meirelles ocupava o cargo. A decisão foi tomada em reunião, na noite de domingo, com a presença de Meirelles, ministro da Fazenda no provável governo Temer. Perderão também status de ministro o advogado-geral da União e o chefe de gabinete da Presidência. No mesmo encontro, Temer decidiu que cortará dez dos atuais 33 ministérios (Valor).
  2. Em rápido pronunciamento “aos brasileiros”, o presidente em exercício da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), rebateu o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e negou que tenha tomado a decisão de anular o impeachment por “brincadeira” com a democracia, como o senador classificou a decisão de Maranhão. Maranhão disse que tomou sua decisão com base na Constituição, falou sobre sua trajetória profissional e encerrou o pronunciamento sem responder perguntas de jornalistas. “Tenho consciência o quanto esse momento é delicado, momento em que nós temos o dever de salvar a democracia e o debate”, afirmou (Veja on line).
  3. O ministro chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo, admitiu ter conversado duas vezes com o presidente em exercício da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), para tentar convencê-lo a anular a votação em que os deputados aprovaram a admissibilidade do impeachment de Dilma. Em entrevista, Cardozo disse que falou com Waldir Maranhão na última sexta-feira e se reuniu com ele na noite de domingo, com a presença do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), contrário ao impeachment (G1).

Agenda:

  • PP analisa pedido de expulsão de Waldir Maranhão (MA) do partido;
  • 15h – Senado vota cassação de Delcídio do Amaral.