A comissão especial do impeachment foi eleita ontem pelo plenário do Senado Federal, com 21 membros, dos quais apenas cinco são contrários ao processo. A formação da comissão dá a largada para o julgamento que deve determinar o afastamento da presidente por 180 dias, na segunda quinzena de maio. Os senadores contrários ao impeachment na comissão são: Lindbergh Farias (PT-RJ), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e José Pimentel (PT-CE) e os aliados Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Telmário Mota (PDT-RR) – Estadão – p.A7.

Dilma já admite defender a convocação de novas eleições. Ela se reuniu com Lula para definir como atuar contra o impeachment. Aceita a ideia de encurtar o mandato, mas ainda avalia o melhor momento de assumir a estratégia. Ministros próximos a Dilma dizem que isso já é “fato consumado”, porque ela não terá governabilidade com o País dividido, mesmo se não sofrer impeachment no julgamento final do Senado (Estadão – p.A7).

Michel Temer analisa os nomes do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles e do senador José Serra (PSDB-SP) para o Ministério da Fazenda, caso venha a assumir a Presidência. A favor de Meirelles conta o potencial que ele tem de transmitir confiança ao mercado. Serra, por sua vez, enfrenta entraves dentro de seu partido, que avalia até punir quem aceitar cargos num eventual governo Temer (Estadão – p.A4). Temer sinalizou que está disposto a ceder a Meirelles o direito de indicar o presidente do Banco Central se ele de fato assumir a Fazenda (Folha).

Eventos:

  • 10h – Instalação da Comissão do Impeachment no Senado.
  • 18h – Nelson Barbosa (Fazenda) se reúne com Gilmar Mendes (STF).