O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), torna-se neste momento de discussão do impeachment da presidente Dilma Rousseff o principal nome da política brasileira. Aliado ferrenho do governo federal, Renan poderá ou não acelerar o processo de impedimento. O Palácio do Planalto aposta alto no peemedebista, mas não o considera confiável. No fim de semana, ele se retirou do cenário, desembarcando em Alagoas. Não atendeu às ligações de ministros do governo, alegando que estava em local sem sinal.

Renan não pretende fazer como o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que tocou o impeachment em velocidade da luz. O senador, no entanto, não trabalhará para enterrá-lo, como deseja o governo. Além de não confiar na cúpula petista, Renan não pretende se indispor com o vice-presidente Michel Temer. Sabe que perderia poder de artilharia caso Temer ascenda à cadeira de Dilma.

Ressaca petista

O clima entre petistas graduados é de melancolia. No Senado, era visível a preocupação dos senadores Humberto Costa (PE), Gleisi Hoffmann (PR) e Lindbergh Farias (RJ). Todos querem derrubar o impeachment na fase de admissibilidade, onde são necessários menos votos (maioria simples dentro da maioria absoluta – 41 senadores), mas reconhecem que o cenário é favorável à oposição.

Recursos para o entorno do DF

A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado vota, na quarta-feira (20), o projeto de lei que reserva 10% dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) para programas de desenvolvimento da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride). O relatório do senador José Medeiros (PPS-MT) é pela rejeição do projeto de Ronaldo Caiado (DEM-GO). Caiado justifica que o Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) recebe significativo volume de recursos, não tendo perdas relevantes com a vinculação de recursos do FCO. Segundo ele, os benefícios à região do Entorno reduziriam a pressão sobre os serviços públicos do Distrito Federal.

Uso consciente da água

A Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) do Senado discute, nesta terça-feira (19), o projeto de lei que inclui nos Planos de Recursos Hídricos do governo a promoção de campanhas educacionais periódicas para estimular o uso racional da água. Além disso, a proposta determina o financiamento dessas iniciativas com recursos arrecadados com a cobrança pelo uso de recursos hídricos. Autor do projeto, o senador José Agripino (DEM-RN) afirma que as mudanças climáticas poderão tornar mais frequentes e intensas às estiagens, e que é preciso promover o consumo consciente da água não apenas em períodos de racionamento.