1. Uma das primeiras medidas do eventual governo Michel Temer deve ser uma proposta ao Congresso para a desvinculação parcial das receitas do Orçamento a despesas pré-definidas, segundo interlocutores muito próximos do vice-presidente. Trata-se de uma Desvinculação das Receitas da União (DRU) ampliada, com efeitos imediatos sobre a gestão do gasto público. Caso o Senado confirme o afastamento de Dilma, caberá ao novo governo propor ao parlamento uma reforma fiscal estrutural para o país voltar a crescer (Valor).
  2. Após 43 horas de discussão e mais 10 horas de votação ontem, Dilma assistiu a um festival de traições na decisão da Câmara de autorizar o Senado a abrir o seu processo de impeachment. De sua teórica e extensa base aliada, só PT e PC do B não registraram defecções. O abandono do barco incluiu até mesmo ex-ministros seus — Mauro Lopes (PMDB-MG), titular da Aviação Civil até a quinta-feira, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) – ex-Cidades – e Alfredo Nascimento (PR-AM) – ex-Transportes – que renunciou em plenário à presidência do seu partido (Folha).
  3. Impeachment tem maioria no Senado. Conforme placar do Estado (p.A18), 44 senadores já se declararam favoráveis ao afastamento de Dilma, três votos a mais do que o mínimo necessário. Número de senadores contrários ao processo é de 21. Há seis indecisos e nove que não quiseram se manifestar. No PMDB há nove votos a favor e três contrários, além de três indecisos e três que não se manifestaram.

Eventos:

  • Dilma faz pronunciamento sobre a aprovação do impeachment pela Câmara;
  • Processo de impeachment da presidente Dilma chega ao Senado.