Caso o impeachment da presidente Dilma Rousseff seja aprovado, o deputado federal Betinho Gomes (PSDB-PE) afirma que o vice-presidente da República Michel Temer precisará unificar as forças políticas do país. “Estamos em um momento de união para tirar o Brasil desta situação difícil que se encontra. Ele vai ser decisivo para garantir essa unificação da sociedade em torno de uma agenda de superação da crise”, avalia. Segundo o deputado, o impeachment será aprovado com larga folga, com mais de 380 votos.

Emendas não garantem a derrubada do impeachment

Com um governo desmoralizado, deputados federais aliados ao Palácio do Planalto vêm conseguindo o empenho de emendas parlamentares às vésperas da votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff, marcada para o domingo (17). A demora na liberação do recurso é reclamação frequente da base de sustentação de Dilma. Suas excelências passavam meses para conseguir empenhar o dinheiro das emendas. Nesta nova fase, a ação tem sido praticamente imediata. O governo aposta na oferta de cargos e recursos para derrubar o impeachment. Acontece que os deputados recebem a promessa da Casa Civil e, em seguida, negociam com a oposição votar favoravelmente ao impedimento. Porque são poucos os que ainda acreditam em Dilma.

Liberada pílula do câncer

Foi celebrada na política brasileira a liberação da pílula do câncer (ou fosfoetanolamina sintética). A presidente Dilma Rousseff sancionou a lei, aprovada pelo Congresso Nacional, segundo a qual pacientes diagnosticados com diferentes tumores poderão obter a substância, que jamais foi testada em humanos e, por consequência, não passou pelo crivo da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O tema promete ainda muita polêmica na política.

Terra arrasada

Um clima de terra arrasada tomou conta de aliados da presidente Dilma. Reunidos no plenário do Senado, Paulo Rocha (PT-PA), Ângela Portela (PT-RR) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) discutiam uma lista de votos favoráveis a Dilma no processo de impeachment. Chegaram à conclusão que a situação é desanimadora. “Estamos tentando tudo que é possível”, relatou, de forma desanimada, Grazziotin.