1. O Palácio do Planalto e líderes governistas consideram que a situação política de Dilma no Congresso se agravou de maneira drástica com a debandada de partidos importantes da base aliada. A oposição dizia já ter os votos necessários, 342. Na contabilidade do Planalto ontem, havia 188 votos pró-Dilma. Em privado, o governo reconhecia a situação crítica e apostava nas ausências. Outro ponto de preocupação dos governistas era o silêncio de Lula em relação ao Senado. Em conversas reservadas, o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que não conversa com Lula desde março (Estadão – p.A4).
  2. Vice-presidente Michel Temer (PMDB) avisou a aliados que, se de fato assumir o Planalto com possível afastamento de Dilma, promoverá mudanças na equipe ministerial e anunciará medidas para sinalizar que não entende sua ascensão ao governo como “transitória”. A avaliação é que, como ele tem sido alvo de críticas e desconfianças, Temer precisa “entrar com o pé na porta” e “mostrar a que veio” para consolidar o apoio de setores estratégicos no Congresso, indústria e mercado (Folha).
  3. Pressionado pela oposição a imprimir na tramitação do impeachment de Dilma o ritmo do processo contra Fernando Collor — quando o Senado demorou três dias para abrir a ação desde a votação na Câmara — Renan Calheiros (PMDB-AL) disse a líderes que “não manchará sua biografia” com o caso. O PSDB indicará o senador Antonio Anastasia (MG) para presidir a comissão. Eunicio Oliveira (CE), nome do PMDB para a relatoria, esteve na terça por duas horas com Michel Temer (Painel – Folha).

Eventos:

  • PMDB decide posicionamento sobre impeachment da presidente Dilma.
  • 11h- Novo diretor da ANP, Aurélio Amaral, toma posse.