1. Se o impeachment for derrotado no domingo pelo plenário da Câmara, Lula assumirá o poder de fato. Dilma continuará presidente, mas o ex-presidente terá que viabilizar política e economicamente o governo. É exatamente nesse ponto que as divergências em relação ao futuro começam. Não há consenso, mesmo entre os mais atentos analistas do quadro político, sobre se Lula será capaz de colar as fraturas expostas no sistema político, na sociedade e recuperar a confiança de empresários e consumidores (Valor).
    2. Michel Temer articula encontro com possíveis nomes que poderiam fazer parte de eventual governo comandado pelo PMDB. Ele teria marcado jantar com Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central no governo FHC. O economista descartou a possibilidade de assumir cargo, mas disse: “eu gastei muito tempo pensando o que fazer com a economia. Tenho sugestões a dar” (O Globo).
    3. A presidente Dilma Rousseff afirmou, em discurso no Palácio do Planalto, que o relatório da comissão especial do impeachment aprovado na segunda-feira na Câmara é a “maior fraude jurídica e política da nossa história”. Sem o relatório, “o impeachment sequer seria votado. É instrumento da fraude. O relatório é frágil, sem fundamento” (G1).

Eventos:

  • Eduardo Cunha anuncia a ordem de chamada dos parlamentares para o dia da votação do impeachment.
  • PSD da Câmara discute impeachment da presidente Dilma Rousseff.