O Instituto Paraná realizou, entre os dias 01 a 03 de abril, uma pesquisa sobre vários temas no Distrito Federal (DF). A sondagem trouxe uma série de informações a respeito da intenção de voto para presidente da República no DF caso a disputa de 2018 ocorresse hoje.

Foram testados três cenários. Em todas as simulações a liderança pertence a ex-senadora Marina Silva (REDE), que teria a preferência de praticamente 1/3 do eleitorado. Marina possui uma vantagem de quase dez pontos percentuais sobre o segundo colocado.

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Sobre o vice-líder é importante destacar que hoje há um empate técnico entre as opções do PSDB (os senadores Aécio Neves-MG e José Serra-SP e o governador Geraldo Alckmin-SP) com o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC), a grande surpresa da pesquisa realizada.

Bolsonaro contabiliza 14% das intenções de voto, oito pontos a mais que o ex-presidente Lula (PT), por exemplo. Lula, com menos de 10%, registra um grande desgaste entre os brasilienses. Hoje, o ex-presidente tem praticamente o mesmo capital político do ex-governador e ex-ministro Ciro Gomes (PDT).

O vice-presidente Michel Temer (PMDB), que poderá se tornar presidente da República caso ocorra o impeachment de Dilma Rousseff, aparece com menos de 2% das intenções de voto nas simulações. Ou seja, assim como Lula tem um baixa densidade eleitoral. Brancos, nulos e indecisos (o chamado “não voto”) oscila entre 16% a 18%.

Num eventual segundo turno, Marina venceria Aécio por 47,6% a 32,9%.

A liderança de Marina Silva e a surpreende colocação de Jair Bolsonaro no DF mostra a existência de um espaço para a construção de uma candidatura anti-establishment para a sucessão presidencial de 2018.

Diante da pouco provável recuperação do PT até 2018, mesmo que Lula seja o candidato, e as dificuldades encontradas pelo PSDB em se credenciar como alternativa, podem viabilizar um candidato identificado com a anti-política.

O governo Dilma Rousseff (PT) é amplamente rejeitado: 85,9% afirma desaprovar o governo da presidente. A aprovação é de apenas 12,1%.

O apoio do impeachment de Dilma também é alto. 70,4% respondeu ser favorável ao impeachment da petista, enquanto 26,5% diz ser contrário.

Para 61% dos brasilienses, Dilma será afastada do cargo antes de 2018. Para 34,8%, a presidente conseguirá concluir o atual mandato.

Segundo a pesquisa, 74,7% dos eleitores não considera o impeachment um golpe contra a democracia. Por outro lado, 21,9% entende que o impeachment é sim um golpe.

No entanto, 48,9% avalia que os deputados estão votando o impeachment de Dilma por interesse próprio. 33% diz que a motivação são os interesses partidários. Apenas 15,4% diz que os deputados votam o impeachment pelos interesses do povo.

Sobre o governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB), a pesquisa mostra que ele é desaprovado por 68,5% dos brasilienses. A aprovação soma 27,5%.