• Na luta para evitar o impeachment de Dilma, Lula deflagrou ofensiva que traça como alvo parlamentares que compõem o chamado “baixo clero” ou que têm base eleitoral nos grotões do país, sobretudo em partes das regiões Norte e Nordeste. A investida é sobre deputados menos suscetíveis às pressões das grandes cidades, onde ecoa o movimento pelo impeachment. Na avaliação do governo, a bancada evangélica também não é tão sensível aos apelos da rua (Folha).
  • O Palácio do Planalto decidiu ontem politizar a defesa de Dilma na comissão especial do impeachment na Câmara. O tom será dado pelo advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, que poderá falar por duas horas na comissão. O governo vai insistir que “pedalada fiscal” não é crime e faz parte da relação entre o Tesouro e os bancos, prevista em regras contratuais (O Globo – p.3).
  • Apesar de ter estudado economia, Dilma conseguiu em poucos anos fazer um estrago nas contas públicas que nem um leigo conseguiria. Mesmo com a receita caindo ano após ano, a redução de gastos foi negligenciada. O desarranjo foi tamanho, que especialistas acreditam que, independentemente de quem estiver no governo, demorará alguns anos para que haja um reequilíbrio. Dados do Tesouro demonstram a deterioração. Enquanto que em 2010, as receitas correspondiam a 20,1% do PIB e os gastos a 18,1%, no ano passado, atingiram 17,6% e 19,5%, respectivamente (Correio – p.6).

Eventos:

  • 17h – O ministro José Eduardo Cardozo apresenta defesa de Dilma na Comissão do Impeachment.
  • Marco Aurélio (STF) decide, em caráter liminar, pedido de impeachment de Michel Temer.