O cientista político da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o professor Paulo Baía, garante que a Operação Lava-Jato trouxe à luz uma novidade capaz de mudar o rumo da corrupção no Brasil. Segundo ele, pela primeira vez, os corruptores foram identificados. “A operação tem se mostrado uma novidade institucional. Ela aponta uma direção que não havia. Sabíamos dos corruptos, mas não dos corruptores”, afirma.

Tapas e beijos

O depoimento de Janaína Paschoal e Miguel Reale, autores do impeachment da presidente Dilma Rousseff, só serviu para acirrar ainda mais os ânimos na comissão que discute o impedimento na Câmara. Oposição e governo marcaram posições, mas nada foi revelado além de agressões mútuas.

Cadê Cunha?

Enquanto funcionava a comissão especial do impeachment da presidente Dilma Rousseff, a deputada Moema Gramacho (PT-BA) cobrava o início da ordem do dia (fase de votação das matérias constantes da pauta do plenário). O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), apareceu exatamente no momento do chamado da deputada petista. Cunha fez cara de paisagem.

Adicional de periculosidade

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou, ontem, por unanimidade, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 58/2015) do senador Cássio Cunha Lima (PB), que institui o adicional de periculosidade para os servidores policiais. A PEC segue agora para análise do plenário, onde será discutida e votada em dois turnos. Por se tratar de proposta de emenda à Constituição, para ser aprovada, vai precisar do quórum qualificado de três quintos, equivalente a 49 votos dos senadores.